Amor
Eduardo Baqueiro
O amor bateu à
minha porta...
Não abri, não
desejava mais amar!
Ele, do outro lado,
me disse que não
adiantava...
Viria de outra
forma:
Na brisa do vento
da primavera,
Num sorriso de uma
mulher especial,
Talvez num beijo
sem malícia
Mesmo que envolto
num perfume especial...
Mas viria e,
sem pressa, se
instalaria no meu peito!
Despediu-se com um
até logo e se foi...
Mas eu já não era
mais o mesmo!
O amor, este
bandido,
já tinha deixado
suas marcas em mim...
Sabia que mais cedo
ou mais tarde
meu sossego
chegaria ao fim...
E chegou! Mais
cedo que pensei!
Foi você, menina
bandida!
Chegou de mansinho,
assim como quem
nada quer,
Não perguntou se
podia ficar,
Não pediu licença
e se instalou no
meu coração...
Bandida! Roubou-me o
sossego,
Bagunçou minha
vida,
Me deixou assim,
sem eira, nem beira...
Estou feliz com
você ao meu lado
Mas sinto medo de
perdê-la...
Não queria amá-la
tanto assim,
Não queria ser tão
dependente deste amor...
Não queria!



